A ABRAFE participou do 2º Workshop “Descarbonização Industrial da Siderurgia Brasileira”, realizado em Brasília no último dia 07/05, dando continuidade às discussões iniciadas no primeiro encontro promovido pela Fundação Dom Cabral (FDC), em abril, em Nova Lima (MG).




Esta segunda etapa contou com a participação de representantes da Casa Civil, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda, ampliando o diálogo entre indústria e governo sobre os caminhos para a descarbonização da indústria brasileira.
Ao longo do encontro, foram debatidos temas estratégicos relacionados à competitividade industrial, mercado de carbono, financiamento da transição, inovação tecnológica, biomassa, energia e mecanismos regulatórios para valorização de produtos de menor intensidade de carbono.
Na ocasião, a ABRAFE destacou um ponto central para o posicionamento do Brasil nesse cenário: “O país já é parte da solução. O setor de ferroligas e silício metálico possui uma pegada de carbono significativamente inferior à média internacional, resultado do uso intensivo de energia renovável e biomassa oriunda de florestas plantadas”, afirmou Bruno Parreiras, diretor executivo da ABRAFE.
Apesar desse diferencial competitivo, o reconhecimento ainda é limitado, especialmente diante do aumento das importações provenientes de países como Índia e China, cujos produtos apresentam níveis de emissão significativamente mais elevados.
A ABRAFE reforçou que o Brasil não pode aguardar passivamente a regulamentação completa do mercado de carbono nacional para avançar na proteção e valorização da indústria de baixo carbono. Nesse contexto, foi defendida a necessidade de desenvolver mecanismos equivalentes ao CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism), capazes de garantir condições mais equilibradas de competitividade e evitar a chamada “importação de carbono”.
A construção de uma agenda sólida de descarbonização exige coordenação entre indústria, governo, academia e setor financeiro e a ABRAFE segue comprometida em contribuir de forma técnica, propositiva e colaborativa para esse processo.
Agradecemos aos professores Aldemir Drummond e Fábio Marques, da Fundação Dom Cabral, pela condução dos trabalhos e pela promoção de um ambiente qualificado de diálogo e construção conjunta.