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ABRAFE destaca avanços sustentáveis do setor durante o Carvão Verde Brasil 2026

A ABRAFE participou do Carvão Verde Brasil – Encontro de Carvão Vegetal, realizado nos dias 20 e 21 de maio de 2026, na EMBRAPA Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG). O evento foi organizado pela Malinovski e pela Sociedade de Investigações Florestais – SIF, reunindo especialistas, empresas, entidades e representantes da indústria para debater os principais desafios e oportunidades do setor de carvão vegetal no Brasil.

O encontro trouxe para o centro das discussões temas estratégicos relacionados à sustentabilidade da siderurgia a carvão vegetal diante das pressões globais, os desafios da competitividade do aço verde brasileiro frente ao aço chinês e o papel da inovação na transformação do carvão vegetal em um insumo estratégico para a indústria do futuro. O evento também promoveu debates sobre mercados derivados da carbonização, avanços tecnológicos voltados ao aumento do rendimento e da qualidade do carvão vegetal, além da importância do segmento para a matriz energética sustentável brasileira.

Representando a ABRAFE, o Diretor Executivo Bruno Parreiras foi um dos palestrantes do encontro com a apresentação “Oportunidades e Desafios da Produção de Ferroligas e Silício Metálico a Carvão Vegetal”. Durante sua palestra, Bruno apresentou dados expressivos sobre o setor de ferroligas e silício metálico, aprofundando a discussão sobre produção e consumo de carvão vegetal, além de destacar o cenário atual do inventário de emissões de GEE para o segmento.

Segundo os dados apresentados, o cenário atual do setor apresenta 79,54% menos emissões em comparação ao cenário fóssil. Entre os destaques apresentados, as ligas à base de silício emitem de 80% a 90% menos que o cenário fóssil, enquanto as ligas de manganês apresentam emissões entre 50% e 65% menores.

Outro ponto relevante da apresentação foi o comparativo dos valores de referência do CBAM para ferroligas. De acordo com o levantamento realizado pela ABRAFE para o cenário atual de 2025, os índices brasileiros são 43% menores que o valor de referência do CBAM previsto para o Brasil em 2026 para as ligas de manganês e cromo. Bruno também destacou que as emissões de CO2 do silício brasileiro são 23 vezes menores que as registradas em China-Xinjiang, 90% menores que nos Estados Unidos ou Austrália e 82% menores que as de outros países.


Encerrando sua participação, o Diretor Executivo da ABRAFE reforçou números que demonstram a relevância ambiental e energética do setor no Brasil. Atualmente, o setor de ferroligas e silício metálico utiliza 84% de fontes de energia renovável, índice superior à média da indústria nacional, que é de 62%. O carvão vegetal oriundo de florestas plantadas e a matriz elétrica brasileira figuram como as principais fontes renováveis utilizadas pelo segmento.

Os dados também apontam que o consumo de energia elétrica do setor equivale a 2,7% do mercado livre de energia do país. O Brasil segue liderando o ranking global de produtores de carvão vegetal, alcançando 6,6 milhões de toneladas produzidas, sendo 17,5% destinadas ao setor de ferroligas e silício metálico.

Além dos indicadores ambientais, Bruno Parreiras ressaltou os impactos socioeconômicos positivos do segmento, destacando que municípios que possuem unidades das empresas associadas apresentam índices de desenvolvimento superiores aos de municípios vizinhos com a mesma população.

A ABRAFE segue reforçando seu compromisso em defesa do setor, contribuindo para o fortalecimento da produção sustentável, da competitividade industrial brasileira e do desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade ambiental.

Confira as fotos do evento:

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