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ABRAFE destaca importância dos minerais críticos, estratégicos e do fortalecimento da cadeia mineral brasileira

A ABRAFE participou, no dia 19 de agosto, de um encontro realizado na FIEMG para debater os desafios e as oportunidades relacionados às terras raras, aos minerais críticos, à transição energética e ao desenvolvimento de cadeias produtivas de maior valor agregado.

Representada por seu diretor executivo, Bruno Parreiras, a Associação participou da reunião conjunta do Conselho de Relações Internacionais, CEMA e da Câmara de Metalurgia, Siderurgia e Mineração. O encontro reuniu representantes da indústria, especialistas e representantes internacionais para discutir temas como terras raras, lítio, cobre, inovação tecnológica, processamento mineral, investimentos e cooperação internacional.

A programação contou com a participação de representantes e especialistas da China, Canadá, Estados Unidos, Japão, Chile, Finlândia e Reino Unido.

Também foram abordados os impactos do Tarifaço dos EUA – Seção 301 para a indústria mineira. A ampliação das tarifas norte-americanas afeta diferentes segmentos da economia brasileira, enquanto alguns produtos foram preservados das novas tarifas, entre eles a maioria das ferroligas, ouro, minérios e alguns insumos críticos.

Enquanto a maioria das Ferroligas foram consideradas nas exceções, o FeSi está sujeito a taxa de 25%+12,5%. Também o SiMet e CaSi, ficaram com a taxa de 12,5%.  Veja mais detalhes na matéria da ABRAFE sobre o tema:
https://abrafe.ind.br/noticias/abrafe-analisa-propostas-tarifarias-dos-eua-e-impactos-potenciais-para-o-setor-de-ferroligas-e-silicio-metalico/


Fotos: Sebastião Jacinto Junior


Fotos: Sebastião Jacinto Junior


Fotos: Sebastião Jacinto Junior


Fotos: Sebastião Jacinto Junior

ABRAFE destacou importância dos minerais críticos

Em sua manifestação, Bruno Parreiras, diretor executivo da ABRAFE, ressaltou ainda a importância dos minerais críticos e da sustentabilidade na transformação mineral, destacando a vocação de Minas Gerais para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva cada vez mais integrada e competitiva. Nesse contexto, Bruno defendeu o fortalecimento de toda a cadeia, desde a mineração e a produção de ferroligas e aço até os segmentos industriais que agregam valor aos produtos, como os setores automobilístico, de máquinas e equipamentos, entre outros.

A discussão ganha ainda mais relevância diante do avanço do Projeto de Lei nº 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, focado em dar segurança jurídica e ampliar a produção de valor agregado no país.  De acordo com o Projeto, a lista de minerais críticos/estratégicos do Brasil inclui, dentre outros, importantes elementos do setor de ferroligas e silício metálico:

  • Manganês (Já é Mineral Estratégico/Crítico): Consta formalmente na lista de minerais estratégicos da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Ministério de Minas e Energia (MME) por sua alta importância na balança comercial e na siderurgia. Na transição energética, ele é considerado essencial e crítico globalmente para a fabricação de baterias de veículos elétricos. [1234]
  • Silício (Está sendo Avaliado/Focado em Expansão): O silício metálico e o quartzo de alta pureza são considerados cruciais pela Agência Internacional de Energia (IEA) para a produção de painéis solares fotovoltaicos e semicondutores. No Brasil, ele entra nos planos e debates governamentais sobre transição ecológica, mas projetos focados puramente em silício ainda passam por avaliações regulatórias e estruturação para receber o mesmo nível de incentivos fiscais imediatos e diretos gerados para os minerais de baterias (como lítio e níquel). [123]

Para a ABRAFE, o debate sobre minerais críticos e estratégicos está diretamente relacionado à necessidade de desenvolver as cadeias produtivas de forma integrada, aproveitando as oportunidades existentes não apenas na extração e produção mineral, mas também na transformação dos recursos e na geração de produtos de maior valor agregado.

Integração das cadeias e competitividade nacional

O desenvolvimento integrado das cadeias produtivas foi outro ponto central das discussões. Na avaliação da ABRAFE, esse desafio não se limita aos minerais críticos e às terras raras, mas envolve também os metais básicos, a siderurgia e o avanço na produção de bens de maior valor agregado.

Nesse contexto, a Associação destaca a importância de aproveitar as sinergias entre os diferentes elos das cadeias produtivas, eliminar entraves, aumentar a produtividade e avançar na infraestrutura, criando condições para que as empresas brasileiras possam competir globalmente.

A competitividade das empresas está diretamente relacionada à competitividade do próprio país. Por isso, o fortalecimento da indústria passa pela integração das cadeias produtivas, pela geração de mais valor e pela capacidade de transformar as vocações brasileiras em oportunidades concretas de desenvolvimento.

A participação da ABRAFE no encontro reforça a importância do diálogo entre indústria, especialistas e representantes internacionais para a construção de soluções e estratégias que contribuam para o fortalecimento da competitividade, da inovação e do desenvolvimento das cadeias produtivas brasileiras.

Confira outras fotos da reunião no Flickr do Sistema FIEMG.

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